De antemão eu gostaria de agradecer ao dois outros blogueiros do No-Vácuo que como escritores estão se saindo assíduos leitores. Obrigado por contribuirem para nosso site escrevendo nada! (Sim, isso é um pedido para que escrevam sobre algo também!)
Nesse fatídico dia gostaria de relatar o meu fim de semana na cidade de Alicante. Para os que não sabem, eu moro sim na província de Alicante, entretanto minha humilde residência está no bairro de San Vicente del Raspeig, este que é o bairro universitário desta província. Fazendo analogia com a Veneza da América do Sul, é como se eu morasse no Pina e a badalação ocorresse no Marco Zero! O lugar da diversão e do turismo é no centro de Alicante, e foi para lá que eu fui nesse fim de semana.
Marquei com alguns brasileiros que conheço aqui, inclusive três dos quais hão de dividir comigo minha próxima morada a partir da semana que vem, tem um Mineiro, um Paulista e o outro é Alagoano (mais detalhes em outros posts). Fomos todos então, com algumas unidades a mais de brasileiros, pegar um ônibus da linha da noite que nos levaria até o Centro de Alicante! (Talvez se eu achar que alguém vai se interessar eu escrevo sobre o sistema de transporte da cidade, aliás é isso que eu estou estudando aqui!!). Chegando no Centro da cidade percebe-se logo a movimentação. Muita gente e gente de todo tipo andando em todas as direções. (Vale o comentário de que eu encontrei a origem da Caipora, muitos acham que ela é uma entidade ou deva da natureza. Pode até ser, mas tenham certeza que ela há de ser da natureza europeia, porque aqui sim, as pessoas fumam feito ela!!). Ouvi um relato do Mineiro ou foi do Paulista, ele me contou que no ônibus viu um rapaz enrrolando num papelzinho algo suspeito para fumar, só depois ele percebeu que havia de ser fumo - Se no Brasil, esse 'chico' levaria logo umas porradas da polícia que só depois iria ver que era apenas fumo - falou o Mineiro/Paulista. É, creio que sim, mas não vamos enaltecer (é assim que se escreve?) a 'grande Europa' porque já vi algumas coisas que acho bem melhor no nosso Brasil...
Ao descer do ônibus fomos logo comer em algum lugar. Para que realizassemos o sonho do Alagoano, entramos naqueles estabelecimentos que vendem buckets com frango empanado (Baldes com pedaços de frango dentro). Me senti em algo como um filme/seriado americano. Pago até uma paella pra quem adivinhar o que que eu consumi lá. 'Comidos', os outros rapazes claro, enfim começou a noite. Como era minha primeira vez lá, a 'brasileñada' me apresentou aos lugares. Há algumas fotos perdidas de alguns locais da cidade como uma igreja, até porque todo turista tira foto da igreja do lugar, um calçadão bacana lá e alguns barquinhos atracados. (Créditos para minha super câmera do celular). É cabível dizer que havia muita coisa interessante para fotografar, mas como não tinha algo como uma câmera que se preze, fico devendo mais fotos.
COMEÇA A PARTIR DE AGORA O GUIA ALICANTINO DE BEBIDAS & BARES
Sim, a credibilidade desse guia é pouca já que eu só bebo leite e blábláblá. Mas andei por 8 horas com uma galerinha que 'bebe pouco', acredito que vizualizei ao menos um lugar bacana.
Pra começar, fomos num boteco legal chamado La Sede. Imaginem a casa de Xô, com seus incríveis 24 m² (me corrijam se eu errei para mais). Imaginaram? Pronto, o lugar é quase metade disso! Tem então, por estimativa, uma grande área construída de 12 m². Mas é um lugar aconchegante. Há um jukebox, e um balcão pra que o bartender faça nossos drinques. Cada drinque custa no máximo 2 euros, e eu juro, rapidamente você irá sentir o efeito do álcool, experiência prop... não, não, experiência dos outros mas que eu vivi. Fomos nesse lugar duas vezes nessa noite, mas vale contar de uma vez só o que rolou no La Sede. Pra começar do fim, ficamos amigos do dono de lá, Javier, e tiramos uma foto junto a ele para que revelássemos e ele a colocasse embaixo do Capeta. Esse lugar tem uma proposta interessante, o Geógrafo da Marcha-Atlética e o Médico Gordinho iriam gostar da ambientação. O Javier coloca nas prateleiras de bebidas fotos de algumas pessoas que vão lá. E claro que galgamos nosso lugar embaixo do Capeta. Já explico que o Capeta é o nome de batismo que nós demos a uma bebida que mais parece água, só que água verde! É um tal de Absinto 90% puro. Não havia ainda nome pra essa bebida lá e o Javier aprovou de cara esse quando descobriu a tradução para o Castellano. O Capeta foi a primeira coisa que tomou-se naquela noite. (Para começar bem!)
COMO VIRAR UM CAPETA? 6 PASSOS ALICANTINOS PARA TAL
Não estou falando de se vestir como o famoso Dênis e sair aprontando peripércias pela rua!
Ingredientes: Absinto 90%; Copos de tequila; Um dedo indicador; Gostar mesmo de álcool e um isqueiro.
1) Num daqueles copos de tequila, sirva Absinto 90%;
2) Molhe seu dedo indicador no Absinto;
3) Com o isqueiro acenda seu dedo indicador;
4) Ponha seu dedo em chamas na sua boca e feche-a a fim de apagar o fogo;
5) Rapidamente vire o Capeta (o Absinto), (sim, tire o dedo da boca para isso);
6) Tomado todo o líquido, ponha seu dedo indicador cujo fogo fora apagado perto da sua boca como se imitasse alguém soprando o cano de uma arma. Ao invés de soprar o cano (não me leve a mal hehe) faça o inverso e chupe o cano (juro, não há maldade nas entrelinhas) como se estivesse fumando alguma coisa.
Essa receita rende coma alcoolico se repetida diversas vezes no dia.
Não sei a razão, mas vi muito 'neguinho' metido a bebedor tossindo e fazendo cara feia. Daí para frente tomaram mais algumas doses de tequila, algumas bebidas com fogo, outras coloridas cheio de enrrolação para deglutir! Como qualquer brasileiro que se preze, conseguimos com Javier uma promoção especial para quem estava bebendo, a cada duas bebidas, a terceira era de graça e o sorridente barman tomava também. Depois de balancear bem a quantidade de sangue na corrente alcóolica seguimos andando sem rumo.
Achei alguns locais da cidade um pouco parecido com o Recife Antigo. Algumas ruelas me traziam à lembrança minha casa. E fizemos muita bagunça, conhecemos pessoas, conversamos muito, andamos demais, beberam muito, eu bebi muita água (daquela que as aves consomem). Percebi que na madrugada alicantina, toda a rua fica imunda. Nada de consciência de por lixo no lixeiro! Havia garrafas e mais garrafas, copos e mais copos, lixo e mais lixo jogado no chão. A diferença entre aqui e o Brasil eu acredito, é que antes do sol raiar, diariamente, um carro vem recolhendo tudo isso e lavando a rua.
Foi passando o tempo e deu a hora do sol nascer. Corremos para perto do mar, perto de um antigo castelo Mouro no topo de um penhasco na beira da praia. Exaustos de andar, sentamos todos na areia, e começamos a assistir aquele espetáculo diário que mesmo sendo repetitivo sempre nos encanta. Só conseguia pensar em quem eu queria ali do meu lado naquele instante apenas para ficar em silêncio e observando juntos. Desenhei na areia algo parecido com a minha foto deste perfil. E então o sol subiu e fez brilhar as paredes do castelo mouro. Todo o cansaço da noitada que durou 8 horas foi embora (é importante enfatizar que o sol nasceu às 8 da manhã!!), a praia renovou a todos, e enfim caminhamos pela areia em direção ao ônibus que nos traria para casa.
NOTA: Fontes confiáveis informaram que em nenhum dia após alguma dessas noitadas houve ressaca. Comentaram algo sobre o álcool ser de qualidade. Se algum assíduo bebedor puder confirmar a informação, por favor nos intere desse fato nos comentários.
"That's all Folks!".
Xô & Leite, pá semp! (5 anos e 4 meses)